Se liga! Amanhã é primeiro de abril.
Topei com uma tirada legal para fazer durante o vôo, em comemoração à data:
When a passenger comes up and asks if the lav is occupied, lift the lav latch, pretend to peer inside, and tell the passenger, "Yes, but they're almost done."
A partir de amanhã, 4 dias de reserva e cá estou, me sentindo 80%. Acho que um resfriado vai me pegar de jeito de novo. Mas desta vez tem que me derrubar pra valer, que nem da outra vez, para solicitar dispensa médica.
Ah, e nevou aqui de novo.
segunda-feira, 31 de março de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Neve na Primavera
Muita gente ficou indignada esta semana com a neve que caiu em plena primavera.
Eu também fiquei, mas só um pouquinho. A neve não ficou muito tempo no chão, derreteu logo em seguida.
Mas quando acordei hoje de manhã, e me deparo com neve, de novo, foi a minha vez de ficar indignada e fazer um post sobre neve, em plena primavera :-)
Eu também fiquei, mas só um pouquinho. A neve não ficou muito tempo no chão, derreteu logo em seguida.
Mas quando acordei hoje de manhã, e me deparo com neve, de novo, foi a minha vez de ficar indignada e fazer um post sobre neve, em plena primavera :-)
sábado, 29 de março de 2008
Reposicionamentos
Ontem, 8h da manhã, a 'porteira' para reposicionamentos abriu.
Se você envia o seu pedido às 7:59h, eles nem consideram. Tem que ser a partir das 8h.
Como eu já estaria voando nessa hora, o Marido enviou as quatro solicitações pontualmente às 8h. Qual não foi a minha surpresa, quando chego em Seattle, checo meu e-mail e vejo que todos os reposicionamentos que eu solicitei foram aprovados.
Traduzindo: tenho folga em todos os finais de semana de abril! Iupiiiii!
Se você envia o seu pedido às 7:59h, eles nem consideram. Tem que ser a partir das 8h.
Como eu já estaria voando nessa hora, o Marido enviou as quatro solicitações pontualmente às 8h. Qual não foi a minha surpresa, quando chego em Seattle, checo meu e-mail e vejo que todos os reposicionamentos que eu solicitei foram aprovados.
Traduzindo: tenho folga em todos os finais de semana de abril! Iupiiiii!
sexta-feira, 28 de março de 2008
In the Shadow of the Moon
In the Shadow of the Moon é um documentário ótimo com os astronautas que fizeram parte das missões Apollo, que levaram o homem a pousar na lua. Um dos astronautas que não aparece, é justamente o Neil Armstrong, mas de resto, aparecem quase todos. E entre eles, o que eu mais gostei, foi o Michael Collins, aquele que não pisou na lua.
Quem se interessar sobre mais detalhes da corrida espacial, em 1998, a HBO apresentou a série From the Earth to the Moon. Eu amei. É uma série longa, com 12 episódios, 60 minutos cada. Vale a pena.
Mas para mim, a fase lunática, começou em 1995, quando assisti Apollo 13.
Na verdade, foi antes disso, quando vi em algum Globo Repórter da vida, a reportagem sobre a conquista da lua.
PS: Acabei de ver que o vídeo completo do In the Shadow of the Moon, está no You Tube.
Quem se interessar sobre mais detalhes da corrida espacial, em 1998, a HBO apresentou a série From the Earth to the Moon. Eu amei. É uma série longa, com 12 episódios, 60 minutos cada. Vale a pena.
Mas para mim, a fase lunática, começou em 1995, quando assisti Apollo 13.
Na verdade, foi antes disso, quando vi em algum Globo Repórter da vida, a reportagem sobre a conquista da lua.
PS: Acabei de ver que o vídeo completo do In the Shadow of the Moon, está no You Tube.
Bate-Volta e Revisão
Essa semana passou, e eu não vi.
Voltei dos meus dias no Alaska, no sábado à noite. Em torno de 1h da manhã de domingo, eu estava em casa.
Eu achei que iria dormir durante o vôo, afinal, seriam 3h longas horas e eu não estava trabalhando. Caí na tentação de assistir um filme e lá se foram preciosas horas de descanso. Mas foi divertido, assisti Sideways, de novo. Que filme bacana. Quem ainda não assistiu, está na hora! No Brasil colocaram o título de "Entre Umas e Outras".
E como eu ainda estava de reserva no domingo e na segunda-feira, adivinha: fui acionada.
Bate-volta para Orange County, CA, no domingo, e bate-volta Phoenix, AZ, na segunda-feira.
Indo para Phoenix, vimos o Grand Canyon do avião. Estava um dia lindo e a vontade era de parar o avião e descer para passear por lá. Que buracão bonito!
Foto que achei no Flickr, do Grand Canyon visto do avião.
Terça-feira, finalmente um dia de folga. Eu estava acabada depois de 6 dias direto, voando. Tempinho para me preparar para mais três dias e quarta-feira, começou com a temida revisão de 3 meses. Na verdade, já estou na cia há 4 meses, mas tudo bem.
A revisão é com uma supervisora, e eu fui cair justamente com uma das mais temidas. A mesma supervisora que estava num dos meus vôos, para Anchorage, uns meses atrás. E ela estava indo até lá para demitir 3 comissários, que ainda estavam no final do período probatório.
A conversa durou uma hora e logo de cara ela me falou para descrever o que aconteceu no embarque de um vôo em Puerto Vallarta, Mexico, em janeiro!
Hã? Como é que eu iria lembrar? Depois dela descrever alguns detalhes, lembrei. Foi um bate-volta meu, e os outros 3 comissários iniciaram o trabalho depois de um pernoite. Uma das comissárias, quando viu os passageiros chegando para o embarque, saiu correndo e mandou eles de volta para a sala de embarque. Eu acho que ela fez isso porque eles, os comissários, mal entraram no avião, e ainda não estavam nos seus postos. Mas também pode ser que o pessoal da segurança ainda estava fazendo o check no avião, ou o pessoal da limpeza ainda estava dentro. De qualquer maneira, não era motivo para ela sair do avião e negar o embarque de passageiros. Na verdade, ela que estava enrolando lá galley dianteira, onde o "A" e eu estávamos trabalhando.
O agente que estava preparando aquele vôo, relatou o ocorrido, e meu nome estava envolvido na história.
Bem, o assunto está encerrado agora. Ainda bem.
Depois dessa discussão, foi tudo tranqüilo. Fiquei sabendo que minha freqüência não é perfeita porque faltei dois dias, também em janeiro, quando fiquei resfriada. Mas não era 'big deal' porque, afinal, se você está doente... você está doente.
Eu estava cansada depois de tudo isso, ela me 'gastou' e eu ainda tinha um bate-volta San Francisco, CA, em seguida.
Por um lado eu estava aliviada. A revisão é a última etapa em que sentamos frente a frente com uma supervisora, onde somos entrevistados e avaliados.
Agora é só contar os dias até 17 de maio, quando completo 6 meses. Espero completar os 6 meses pois, parece que as demissões do pessoal novo, ocorrem algumas semanas, ou até mesmo alguns dias antes, do final do período probatório. Então, o negócio é andar na linha.
Para terminar a semana, mais um bate-volta ontem, para Los Angeles, CA, e hoje, para Tucson, AZ. Novamente vi o Grand Canyon, voltando de Tucson. LINDO!
Final de semana tenho folga. E para a próxima semana, espero ter mais sorte e conseguir uns pernoites... bons pernoites.
Agora, quero é mais dormir.
Voltei dos meus dias no Alaska, no sábado à noite. Em torno de 1h da manhã de domingo, eu estava em casa.
Eu achei que iria dormir durante o vôo, afinal, seriam 3h longas horas e eu não estava trabalhando. Caí na tentação de assistir um filme e lá se foram preciosas horas de descanso. Mas foi divertido, assisti Sideways, de novo. Que filme bacana. Quem ainda não assistiu, está na hora! No Brasil colocaram o título de "Entre Umas e Outras".
E como eu ainda estava de reserva no domingo e na segunda-feira, adivinha: fui acionada.
Bate-volta para Orange County, CA, no domingo, e bate-volta Phoenix, AZ, na segunda-feira.
Indo para Phoenix, vimos o Grand Canyon do avião. Estava um dia lindo e a vontade era de parar o avião e descer para passear por lá. Que buracão bonito!
Foto que achei no Flickr, do Grand Canyon visto do avião.
Terça-feira, finalmente um dia de folga. Eu estava acabada depois de 6 dias direto, voando. Tempinho para me preparar para mais três dias e quarta-feira, começou com a temida revisão de 3 meses. Na verdade, já estou na cia há 4 meses, mas tudo bem.
A revisão é com uma supervisora, e eu fui cair justamente com uma das mais temidas. A mesma supervisora que estava num dos meus vôos, para Anchorage, uns meses atrás. E ela estava indo até lá para demitir 3 comissários, que ainda estavam no final do período probatório.
A conversa durou uma hora e logo de cara ela me falou para descrever o que aconteceu no embarque de um vôo em Puerto Vallarta, Mexico, em janeiro!
Hã? Como é que eu iria lembrar? Depois dela descrever alguns detalhes, lembrei. Foi um bate-volta meu, e os outros 3 comissários iniciaram o trabalho depois de um pernoite. Uma das comissárias, quando viu os passageiros chegando para o embarque, saiu correndo e mandou eles de volta para a sala de embarque. Eu acho que ela fez isso porque eles, os comissários, mal entraram no avião, e ainda não estavam nos seus postos. Mas também pode ser que o pessoal da segurança ainda estava fazendo o check no avião, ou o pessoal da limpeza ainda estava dentro. De qualquer maneira, não era motivo para ela sair do avião e negar o embarque de passageiros. Na verdade, ela que estava enrolando lá galley dianteira, onde o "A" e eu estávamos trabalhando.
O agente que estava preparando aquele vôo, relatou o ocorrido, e meu nome estava envolvido na história.
Bem, o assunto está encerrado agora. Ainda bem.
Depois dessa discussão, foi tudo tranqüilo. Fiquei sabendo que minha freqüência não é perfeita porque faltei dois dias, também em janeiro, quando fiquei resfriada. Mas não era 'big deal' porque, afinal, se você está doente... você está doente.
Eu estava cansada depois de tudo isso, ela me 'gastou' e eu ainda tinha um bate-volta San Francisco, CA, em seguida.
Por um lado eu estava aliviada. A revisão é a última etapa em que sentamos frente a frente com uma supervisora, onde somos entrevistados e avaliados.
Agora é só contar os dias até 17 de maio, quando completo 6 meses. Espero completar os 6 meses pois, parece que as demissões do pessoal novo, ocorrem algumas semanas, ou até mesmo alguns dias antes, do final do período probatório. Então, o negócio é andar na linha.
Para terminar a semana, mais um bate-volta ontem, para Los Angeles, CA, e hoje, para Tucson, AZ. Novamente vi o Grand Canyon, voltando de Tucson. LINDO!
Final de semana tenho folga. E para a próxima semana, espero ter mais sorte e conseguir uns pernoites... bons pernoites.
Agora, quero é mais dormir.
domingo, 23 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
Prudhoe Bay, AK -32C!
Terceira, e última, parte desse vôo de 3 dias: Anchorage-Prudhoe Bay-Anchorage.
Então, dormi praticamente a manhã inteira. Decolamos com o Combi, para Prudhoe Bay, às 13:49h. Apenas 24 passageiros a bordo, dos quais apenas 3, eram mulheres. Para quem não sabe, Prudhoe Bay fica no norte do Alaska. No mapa, procure pelo Oceano Ártico. Prudhoe Bay fica a leste de Barrow.
Quando perguntei a um dos passageiros quantos habitantes havia em Prudhoe Bay, ele respondeu: "Ninguém vive lá." O pessoal vai para lá apenas a trabalho, ficam por algumas semanas, ou meses. E o que move Prudhoe Bay? Extração de petróleo. O mesmo cara me contou que é dali que vem 20% do petróleo consumido pelos EUA. Já ouvi falar do oleoduto que corta praticamente todo o Alaska, mas não sabia que era ali que começava. Vivendo e aprendendo.
Começamos o serviço e achei que venderíamos muita bebida, mas a comissária que estava comigo falou que, na ida, geralmente não é consumido praticamente nada. É na volta para Anchorage que eles bebem, felizes por estarem voltando para casa. E era verdade, ninguém pediu nada.
O vôo era tão tranqüilo que até tive tempo de tirar fotos. É incrível a imensidão de 'nada' e gelo. Depois do desembarque dos passageiros, coloquei meu sobretudo e luvas e já comecei sentir o frio de -32C! Isso mesmo: -32C, tem noção disso? Eu não tinha, e resolvi sentir na pele. Saí do avião, desci as escadas e na hora senti o frio congelante. Eu estava com o cabelo preso e sem proteção para orelhas ou touca. Respirei fundo e tive uma sensação estranha, parecia que senti o frio entrando nos pulmões. Não sei sei se isso é possível, mas essa é melhor maneira de descrever o que senti. Não fiquei mais que 2 minutos lá fora, mas achei a experiência interessante.
O comandante, que era o mesmo com quem eu fiz o vôo pra Honolulu, em dezembro, disse que iria comprar sopa caseira para nós. E não que ele trouxe mesmo? Era uma sopa com feijão e tomate.
Na volta para Anchorage, tivemos 35 passageiros, somente homens e desta vez, sim, foi consumido muito álcool. Na decolagem deu para ver o oleoduto. Ele percorre o estado de norte a sul, numa distância de 1300km.
Logo depois que pousamos em Anchorage, recebi a mensagem para entrar em contato com a escala. Eu tinha certeza que era alguma mudança para o meu vôo do dia seguinte, provavelmente mais um pernoite no domingo, mas qual não foi a minha surpresa quando me falaram que eu voltaria para Seattle, de extra, em duas horas. Fiquei muito feliz. Eu que estava pronta para mais um pernoite em Anchorage, quase não acreditei.


Então, dormi praticamente a manhã inteira. Decolamos com o Combi, para Prudhoe Bay, às 13:49h. Apenas 24 passageiros a bordo, dos quais apenas 3, eram mulheres. Para quem não sabe, Prudhoe Bay fica no norte do Alaska. No mapa, procure pelo Oceano Ártico. Prudhoe Bay fica a leste de Barrow.
Quando perguntei a um dos passageiros quantos habitantes havia em Prudhoe Bay, ele respondeu: "Ninguém vive lá." O pessoal vai para lá apenas a trabalho, ficam por algumas semanas, ou meses. E o que move Prudhoe Bay? Extração de petróleo. O mesmo cara me contou que é dali que vem 20% do petróleo consumido pelos EUA. Já ouvi falar do oleoduto que corta praticamente todo o Alaska, mas não sabia que era ali que começava. Vivendo e aprendendo.
Começamos o serviço e achei que venderíamos muita bebida, mas a comissária que estava comigo falou que, na ida, geralmente não é consumido praticamente nada. É na volta para Anchorage que eles bebem, felizes por estarem voltando para casa. E era verdade, ninguém pediu nada.
O vôo era tão tranqüilo que até tive tempo de tirar fotos. É incrível a imensidão de 'nada' e gelo. Depois do desembarque dos passageiros, coloquei meu sobretudo e luvas e já comecei sentir o frio de -32C! Isso mesmo: -32C, tem noção disso? Eu não tinha, e resolvi sentir na pele. Saí do avião, desci as escadas e na hora senti o frio congelante. Eu estava com o cabelo preso e sem proteção para orelhas ou touca. Respirei fundo e tive uma sensação estranha, parecia que senti o frio entrando nos pulmões. Não sei sei se isso é possível, mas essa é melhor maneira de descrever o que senti. Não fiquei mais que 2 minutos lá fora, mas achei a experiência interessante.
O comandante, que era o mesmo com quem eu fiz o vôo pra Honolulu, em dezembro, disse que iria comprar sopa caseira para nós. E não que ele trouxe mesmo? Era uma sopa com feijão e tomate.
Na volta para Anchorage, tivemos 35 passageiros, somente homens e desta vez, sim, foi consumido muito álcool. Na decolagem deu para ver o oleoduto. Ele percorre o estado de norte a sul, numa distância de 1300km.
Logo depois que pousamos em Anchorage, recebi a mensagem para entrar em contato com a escala. Eu tinha certeza que era alguma mudança para o meu vôo do dia seguinte, provavelmente mais um pernoite no domingo, mas qual não foi a minha surpresa quando me falaram que eu voltaria para Seattle, de extra, em duas horas. Fiquei muito feliz. Eu que estava pronta para mais um pernoite em Anchorage, quase não acreditei.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Pernoites em Anchorage
Depois do bate-volta Bethel, seguimos novamente para o hotel.

Como a minha escala foi alterada - mais um pernoite amanhã - eu e a Tina não continuamos juntas. Ela voltaria para Seattle no dia seguinte. O meu vôo de sábado, bate-volta Prudhoe Bay, era somente à tarde.
Aproveitei o final da tarde de hoje, para caminhar um pouco. O tempo estava bonito com temperatura de 8C.
Tirei as fotos deste lago, que fica aqui ao lado do hotel.
Bethel, AK
Segunda parte:
Anchorage-Bethel-Anchorage
Na quinta-feira, no meu airport standby, outra comissária, a Tina, também estava. Fomos acionadas juntas para esse mesmo vôo de 3 dias e ela era a chefe de equipe. Em cada vôo tínhamos uma tripulação diferente.
Durante o embarque em Anchorage, no vôo para Bethel, o comandante chega pra mim e diz que não éramos para atender as chamadas do cockpit durante o vôo - a não ser que fosse emergência - pois ele e o co-piloto, iriam dar trabalho para a Tina, a pedido de uma amiga dela.
E foi o que eles fizeram: durante o embarque pediram bebida, reclamaram que o café estava morno, queriam mais açúcar, queriam ver a refeição deles e era para trocar a fruta dessa bandeja para a outra, um deles pediu Coca-Cola com gelo e limão espremido, etc. Tudo coisas que eles nunca pedem, ou reclamam. Vez ou outra eu ia lá para frente para espiar. A Tina, coitada, correndo de um lado pro outro e cochichou para mim: "Let me tell you: these boys are high maintenance." (Deixa eu te contar, esses caras dão o maior trabalho). Olhei pro comandante e vi ele, rindo que se acabava.
Fechamos as portas, decolamos, chegamos a 10 mil pés, a Tina fez o anúncio dela, e logo depois, os pilotos começaram com as chamadas pelo interfone. E aquela chamada tocou diversas vezes. Era ding-ding, ding-ding, direto. Ainda bem que o vôo era somente de 41 minutos. Depois de pouso em Bethel, o comandante saiu e falou para a Tina que eles eram gente boa e estavam infernizando a vida dela, a pedido da amiga dela. A resposta da Tina: "What a bitch!"
Voltando ao embarque, ainda em Anchorage, 96 passageiros e a maioria era... esquimó? Será? Não sei se tem esquimós em Bethel, mas para mim, pareciam esquimós. Havia dois bebês a bordo e eram uma fofura: empacotados e rechonchudos, muito fofos.
Tirei uma foto, numa rápida saída do avião em Bethel. Foi rápida mesmo. Depois descobri porque eu senti tanto frio: estava -18C! E ainda tinha um vento, minhas orelhas pareciam que iriam quebrar. O tempo estava lindo, tudo branco, coberto de novo. Não sei como tem gente que aguenta viver num lugar tão remoto.
Voltamos para Anchorage, e fui avisada para ligar para a escala. Estenderam a minha viagem de 3 dias para 4. Como eu estou de reserva até segunda-feira, já imaginei que seria isso mesmo. Ao invés de voltar para Seattle no sábado, voltarei somente no domingo - isso se não estenderem novamente - e tenho mais um pernoite em Anchorage, amanhã à noite (sábado).
Anchorage-Bethel-Anchorage
Na quinta-feira, no meu airport standby, outra comissária, a Tina, também estava. Fomos acionadas juntas para esse mesmo vôo de 3 dias e ela era a chefe de equipe. Em cada vôo tínhamos uma tripulação diferente.
Durante o embarque em Anchorage, no vôo para Bethel, o comandante chega pra mim e diz que não éramos para atender as chamadas do cockpit durante o vôo - a não ser que fosse emergência - pois ele e o co-piloto, iriam dar trabalho para a Tina, a pedido de uma amiga dela.
E foi o que eles fizeram: durante o embarque pediram bebida, reclamaram que o café estava morno, queriam mais açúcar, queriam ver a refeição deles e era para trocar a fruta dessa bandeja para a outra, um deles pediu Coca-Cola com gelo e limão espremido, etc. Tudo coisas que eles nunca pedem, ou reclamam. Vez ou outra eu ia lá para frente para espiar. A Tina, coitada, correndo de um lado pro outro e cochichou para mim: "Let me tell you: these boys are high maintenance." (Deixa eu te contar, esses caras dão o maior trabalho). Olhei pro comandante e vi ele, rindo que se acabava.
Fechamos as portas, decolamos, chegamos a 10 mil pés, a Tina fez o anúncio dela, e logo depois, os pilotos começaram com as chamadas pelo interfone. E aquela chamada tocou diversas vezes. Era ding-ding, ding-ding, direto. Ainda bem que o vôo era somente de 41 minutos. Depois de pouso em Bethel, o comandante saiu e falou para a Tina que eles eram gente boa e estavam infernizando a vida dela, a pedido da amiga dela. A resposta da Tina: "What a bitch!"
Voltando ao embarque, ainda em Anchorage, 96 passageiros e a maioria era... esquimó? Será? Não sei se tem esquimós em Bethel, mas para mim, pareciam esquimós. Havia dois bebês a bordo e eram uma fofura: empacotados e rechonchudos, muito fofos.
Tirei uma foto, numa rápida saída do avião em Bethel. Foi rápida mesmo. Depois descobri porque eu senti tanto frio: estava -18C! E ainda tinha um vento, minhas orelhas pareciam que iriam quebrar. O tempo estava lindo, tudo branco, coberto de novo. Não sei como tem gente que aguenta viver num lugar tão remoto.
Voltamos para Anchorage, e fui avisada para ligar para a escala. Estenderam a minha viagem de 3 dias para 4. Como eu estou de reserva até segunda-feira, já imaginei que seria isso mesmo. Ao invés de voltar para Seattle no sábado, voltarei somente no domingo - isso se não estenderem novamente - e tenho mais um pernoite em Anchorage, amanhã à noite (sábado).
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Kodiak, AK
Resumo do dia:
Anchorage-Kodiak-Anchorage-Bethel-Anchorage
Agora por partes:
Começamos com um bate-volta Kodiak, no 737-400 Combi. Muito rápido, 40 minutos cada perna. Durante o vôo, olhei no mapa da revista, para ver onde ficava Kodiak.
Nesse vôo também estavam dois funcionários da empresa, que trabalham na área de carga. Eles contaram que a gente voa praticamente tudo para as regiões remotas do Alaska. A população depende dos nossos vôos para ter os suprimentos, desde frutas, verduras até colchões. Comentei que à tarde eu faria o bate-volta Bethel, e disseram que provavelmente na volta levaríamos halibut (peixe) até Anchorage.
Interessante ficar sabendo que tipo de carga estamos levando.
Estava nevando um pouco quando pousamos.
Para a decolagem para voltar para Anchorage, esperamos uns 20 minutos; pouca visibilidade. E quando o tempo abriu o sufciente para a decolagem, fizeram o de-icing (degelo?) da aeronave, e em seguida decolamos.
Chegando em Anchorage, tivemos tempo de uma hora entre os bate-voltas. Fui até o inflight room onde chequei e-mails e fiz hora com outros comissários.



Anchorage-Kodiak-Anchorage-Bethel-Anchorage
Agora por partes:
Começamos com um bate-volta Kodiak, no 737-400 Combi. Muito rápido, 40 minutos cada perna. Durante o vôo, olhei no mapa da revista, para ver onde ficava Kodiak.
Nesse vôo também estavam dois funcionários da empresa, que trabalham na área de carga. Eles contaram que a gente voa praticamente tudo para as regiões remotas do Alaska. A população depende dos nossos vôos para ter os suprimentos, desde frutas, verduras até colchões. Comentei que à tarde eu faria o bate-volta Bethel, e disseram que provavelmente na volta levaríamos halibut (peixe) até Anchorage.
Interessante ficar sabendo que tipo de carga estamos levando.
Estava nevando um pouco quando pousamos.
Para a decolagem para voltar para Anchorage, esperamos uns 20 minutos; pouca visibilidade. E quando o tempo abriu o sufciente para a decolagem, fizeram o de-icing (degelo?) da aeronave, e em seguida decolamos.
Chegando em Anchorage, tivemos tempo de uma hora entre os bate-voltas. Fui até o inflight room onde chequei e-mails e fiz hora com outros comissários.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Mais um dia de standby...
Estou em Anchorage, no Alaska. A temperatura, quando chegamos era -3C.
Comecei o dia com mais um airport stanby, das 7h até 11h. Às 9:50h fui acionada para este vôo de 3 dias. Até que foi um vôo fácil, somente uma perna de Seattle até Anchorage. Nada anormal aconteceu, só levei um susto, quando não lembrava mais onde eu tinha deixado o dinheiro da comida vendida, que era US$180.
Felizmente, eu já tinha entregue para o outro comissário, e havia esquecido. Mas claro que primeiro ele disse que eu não tinha entregue para ele, só para ver a minha reação.
Estamos num hotel mais próximo do aeroporto, já que é um pernoite mais curto. Tem um lago aqui do lado, todo congelado e eu até gostaria de caminhar mas estou cansada. Quem sabe estou mais animada amanhã, quando pernoitaremos aqui de novo.
Enquanto isso, o pessoal no Brasil já em clima de feriadão. Eita mamata!
Comecei o dia com mais um airport stanby, das 7h até 11h. Às 9:50h fui acionada para este vôo de 3 dias. Até que foi um vôo fácil, somente uma perna de Seattle até Anchorage. Nada anormal aconteceu, só levei um susto, quando não lembrava mais onde eu tinha deixado o dinheiro da comida vendida, que era US$180.
Felizmente, eu já tinha entregue para o outro comissário, e havia esquecido. Mas claro que primeiro ele disse que eu não tinha entregue para ele, só para ver a minha reação.
Estamos num hotel mais próximo do aeroporto, já que é um pernoite mais curto. Tem um lago aqui do lado, todo congelado e eu até gostaria de caminhar mas estou cansada. Quem sabe estou mais animada amanhã, quando pernoitaremos aqui de novo.
Enquanto isso, o pessoal no Brasil já em clima de feriadão. Eita mamata!
Checkride
Ontem eu estava de airport standby. Fui acionada para um embarque e mais tarde para um bate-volta Los Angeles onde só trabalharia na ida e voltaria de extra.
Assim que entrei no avião, escutei que teríamos uma supervisora a bordo que faria o IOE de três comissárias novas. Não demorou muito e elas entraram. No total éramos em 7 comissários a bordo. Fizemos o briefing e descobri que a supervisora era muito gente boa. Perguntei, meio que brincando, meio que falando sério, se ela não queria aproveitar e fazer também a minha checkride. Ela respondeu: "Lógico!"
Como as três meninas novas trabalhariam nas nossas posições, praticamente não fiz nada. Para a demonstração de emergência, uma das meninas novas fez os anúncios. Ela estava nervosa mas deu conta do recado. A hora mais engraçada foi quando ela estava lendo uma parte que não era demo e todo mundo escutou, pelo microfone: "Oh no!" Todo mundo riu, e quando ela terminou todos os passageiros bateram palmas.
Depois do serviço, a supervisora me chamou, conversamos, ela fez as perguntas e quando eu menos esperei: "Parabéns! Você passou na sua checkride." Tão fácil...
Fiquei esperando o vôo de retorno para Seattle por quase 2 horas. Dormi um sono profundo que deu gosto de ver.
Agora é só esperar pela revisão na próxima semana. Já estou nervosa só de pensar. É uma 'entrevista' de 90 minutos com outra supervisora, na sala dela.
Assim que entrei no avião, escutei que teríamos uma supervisora a bordo que faria o IOE de três comissárias novas. Não demorou muito e elas entraram. No total éramos em 7 comissários a bordo. Fizemos o briefing e descobri que a supervisora era muito gente boa. Perguntei, meio que brincando, meio que falando sério, se ela não queria aproveitar e fazer também a minha checkride. Ela respondeu: "Lógico!"
Como as três meninas novas trabalhariam nas nossas posições, praticamente não fiz nada. Para a demonstração de emergência, uma das meninas novas fez os anúncios. Ela estava nervosa mas deu conta do recado. A hora mais engraçada foi quando ela estava lendo uma parte que não era demo e todo mundo escutou, pelo microfone: "Oh no!" Todo mundo riu, e quando ela terminou todos os passageiros bateram palmas.
Depois do serviço, a supervisora me chamou, conversamos, ela fez as perguntas e quando eu menos esperei: "Parabéns! Você passou na sua checkride." Tão fácil...
Fiquei esperando o vôo de retorno para Seattle por quase 2 horas. Dormi um sono profundo que deu gosto de ver.
Agora é só esperar pela revisão na próxima semana. Já estou nervosa só de pensar. É uma 'entrevista' de 90 minutos com outra supervisora, na sala dela.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Sem checkride desta vez...
Semana passada vi no boletim de vôos em aberto, um bate-volta Los Angeles para o domingo de manhã, na posição D. Essa posição é uma das mais fáceis, na minha opinião.
Como eu ainda não tive a minha checkride, resolvi pegar esse vôo - eu já falei que era para o domingo... de manhã? - e enviar um e-mail para as supervisoras que fazem essa checkride. Na verdade, é nossa obrigação avisar elas caso a gente pegue um vôo. Assim elas ficam sabendo quando e para onde vamos, e dessa maneira, aparecem para a checkride que nesse caso não é mais surpresa, pelo menos para mim.
Alguns minutos depois que enviei as informações, recebi um e-mail da supervisora avisando que uma delas faria minha checkride naquele dia. Beleza, tudo caminhou do jeito que eu queria.
Mas isso foi na quinta-feira.
Sexta-feira à tarde, outro e-mail da supervisora: "Infelizmente não poderemos realizar a sua checkride pois o vôo de retorno está lotado e não há lugar para a supervisora voltar para Seattle. Pode deixar que ficaremos de olho nos vôos de reserva que você fará e mais cedo ou mais tarde, apareceremos."
E o pior de tudo, é que eu tinha o domingo de folga... E sabem o que mais? Ainda por cima tivemos uma emergência médica no vôo SEA-LAX! Nada grave, a mulher só desmaiou. Mas mesmo assim, foi um pouco de corre-corre de novo. Descobrimos, mais tarde com o marido dela, que ela havia tomado 3 pílulas de descongestionante nasal antes do vôo.
Ah, e de LAX para SEA, Quincy Jones estava na primeira classe. Eu nem sabia quem era.
Durante o embarque, quando eu ainda não sabia que ele era ele, ele puxou conversa. Perguntou de onde eu era, e quando eu respondi que era brasileira ele comentou algo de ter filmado alguma coisa no Rio. Terminou dizendo: "Beleza pura." Eu não estava entendendo nada. Só fiquei sabendo pelas outras comissárias mais tarde que ele era um produtor de música famoso.
Como eu ainda não tive a minha checkride, resolvi pegar esse vôo - eu já falei que era para o domingo... de manhã? - e enviar um e-mail para as supervisoras que fazem essa checkride. Na verdade, é nossa obrigação avisar elas caso a gente pegue um vôo. Assim elas ficam sabendo quando e para onde vamos, e dessa maneira, aparecem para a checkride que nesse caso não é mais surpresa, pelo menos para mim.
Alguns minutos depois que enviei as informações, recebi um e-mail da supervisora avisando que uma delas faria minha checkride naquele dia. Beleza, tudo caminhou do jeito que eu queria.
Mas isso foi na quinta-feira.
Sexta-feira à tarde, outro e-mail da supervisora: "Infelizmente não poderemos realizar a sua checkride pois o vôo de retorno está lotado e não há lugar para a supervisora voltar para Seattle. Pode deixar que ficaremos de olho nos vôos de reserva que você fará e mais cedo ou mais tarde, apareceremos."
E o pior de tudo, é que eu tinha o domingo de folga... E sabem o que mais? Ainda por cima tivemos uma emergência médica no vôo SEA-LAX! Nada grave, a mulher só desmaiou. Mas mesmo assim, foi um pouco de corre-corre de novo. Descobrimos, mais tarde com o marido dela, que ela havia tomado 3 pílulas de descongestionante nasal antes do vôo.
Ah, e de LAX para SEA, Quincy Jones estava na primeira classe. Eu nem sabia quem era.
Durante o embarque, quando eu ainda não sabia que ele era ele, ele puxou conversa. Perguntou de onde eu era, e quando eu respondi que era brasileira ele comentou algo de ter filmado alguma coisa no Rio. Terminou dizendo: "Beleza pura." Eu não estava entendendo nada. Só fiquei sabendo pelas outras comissárias mais tarde que ele era um produtor de música famoso.
sexta-feira, 14 de março de 2008
A Mulher da Bolsa Pink
A mulher entra com uma mala de bordo - explodindo - e uma bolsa pink gigante, cheia de tralhas. O lugar dela era na primeira fileira da classe econômica, onde não se pode deixar nenhuma bagagem no chão. Ela colocou tudo lá, e num inglês arranhado, disse que não teria problema. Só que sim, tem problema sim, e tudo tem que ser colocado no bin.
Vi que ela estava esperando que EU colocasse a mala para ela no bagageiro. Educadamente falei que a mala era dela, e ela que guardasse. Lá foi ela, arrastando o trombolho e a muito custo levantou a mala. Metade da mala entrou e o resto, sem sucesso, não teria como entrar. O que aconteceu daí, eu não acreditei: ela deixou a mala lá, metade pra fora e queria voltar ao assento dela. PERAÍ!? Ela estava achando o que? Que eu ou outro passageiro daria um jeito? Nananinanão, pode voltar, tirar a mala pois ela será despachada.
Ela voltou, e ficou lá empurando a mala, fazendo ‘força’ e esperando que alguém a ajudasse. A mala nunca iria entrar. Ela tirou a mala e eu disse para esperar de terminar o embarque, haja vista que a fila de passageiros atrás dela já estava imensa, e daí despachar o trombolho.
Passageiros embarcando, de repente, ela volta, atrapalhando o embarque, com a mala dela dizendo que tirou algumas coisas e iria caber agora. Mais uma vez, lá vai ela, desajeitadamente colocando a mala no bin. Um senhor idoso, foi ajudar ela. Os dois tentaram a muito custo e finalmente sucederam.
Mas eu não esqueci da bolsa pink dela. Infelizmente essa também deveria ser guardada no bagageiro. Fui lá ver se ela já tinha guardado e ela estava tentando esconder embaixo das pernas. Novamente, falei que era para guardar e novamente a mulher estende a bolsa, pesada e com coisas caindo dos lados (lembrem que ela colocou o excesso da mala naquela bolsa) esperando que eu desse um jeito.
Àquela altura todos os bins já estavam cheios, e ela que estava na poltrona 6 só achou um lugarzinho lá pelas poltronas 12. Eu já tinha perdido a paciência e felizmente, um cara se ofereceu para guardar a bolsa. Ela deitou a bolsa e nisso a mulher reclama dizendo que a bolsa teria que ficar de pé!
Ah... vá! Vá!
Eu decidi que não vou estragar a minha coluna com bagagem de outras pessoas. Não é nossa obrigação e no treinamento deixaram isso bem claro. Se a pessoa traz uma bagagem a bordo e não consegue guardar no bin, a bagagem não deveria estar a bordo em primeiro lugar.
Como diz aquele ditado: "Mala e cruz, cada um carrega a sua."
Vi que ela estava esperando que EU colocasse a mala para ela no bagageiro. Educadamente falei que a mala era dela, e ela que guardasse. Lá foi ela, arrastando o trombolho e a muito custo levantou a mala. Metade da mala entrou e o resto, sem sucesso, não teria como entrar. O que aconteceu daí, eu não acreditei: ela deixou a mala lá, metade pra fora e queria voltar ao assento dela. PERAÍ!? Ela estava achando o que? Que eu ou outro passageiro daria um jeito? Nananinanão, pode voltar, tirar a mala pois ela será despachada.
Ela voltou, e ficou lá empurando a mala, fazendo ‘força’ e esperando que alguém a ajudasse. A mala nunca iria entrar. Ela tirou a mala e eu disse para esperar de terminar o embarque, haja vista que a fila de passageiros atrás dela já estava imensa, e daí despachar o trombolho.
Passageiros embarcando, de repente, ela volta, atrapalhando o embarque, com a mala dela dizendo que tirou algumas coisas e iria caber agora. Mais uma vez, lá vai ela, desajeitadamente colocando a mala no bin. Um senhor idoso, foi ajudar ela. Os dois tentaram a muito custo e finalmente sucederam.
Mas eu não esqueci da bolsa pink dela. Infelizmente essa também deveria ser guardada no bagageiro. Fui lá ver se ela já tinha guardado e ela estava tentando esconder embaixo das pernas. Novamente, falei que era para guardar e novamente a mulher estende a bolsa, pesada e com coisas caindo dos lados (lembrem que ela colocou o excesso da mala naquela bolsa) esperando que eu desse um jeito.
Àquela altura todos os bins já estavam cheios, e ela que estava na poltrona 6 só achou um lugarzinho lá pelas poltronas 12. Eu já tinha perdido a paciência e felizmente, um cara se ofereceu para guardar a bolsa. Ela deitou a bolsa e nisso a mulher reclama dizendo que a bolsa teria que ficar de pé!
Ah... vá! Vá!
Eu decidi que não vou estragar a minha coluna com bagagem de outras pessoas. Não é nossa obrigação e no treinamento deixaram isso bem claro. Se a pessoa traz uma bagagem a bordo e não consegue guardar no bin, a bagagem não deveria estar a bordo em primeiro lugar.
Como diz aquele ditado: "Mala e cruz, cada um carrega a sua."
quinta-feira, 13 de março de 2008
Palm Springs, CA
A terça-feira, na qual eu tive a apresentação super cedo, foi longa.
Foram três pernas, mas parecia que eu tinha trabalhado seis. A maioria dos passageiros para Palm Springs é um bando de aposentados, trazem seus gatos ou cachorros a bordo, precisam de auxílio de cadeira de rodas, mas é a velharada feliz, com grana e que gosta de uma bebida.
E sem esquecer dos velhinhos assanhados que ainda temos que aturar.
Palm Springs parece legal. O clima é gostoso e é tudo muito calmo.
Apesar de muito, mas muito cansada, saí para dar uma caminhada no final da tarde e achar uma trilha que sai nas montanhas. Não achei. Cheguei lá totalmente sem noção, sem mapa... ouvi falar do Tahquitz Canyon e de um bondinho mas vai ficar para uma próxima. Só perambulei pelo centro e terminei jantando num restaurante mexicano.
O meu quarto, que era uma suíte executiva, era uma volta aos anos 80. Tinha até um bidê no banheiro!
No dia seguinte, voltamos para Seattle, com uma paradinha em San Francisco antes. De SFO para Seattle, novamente problemas com muita bagagem de bordo. Vou fazer um post à parte sobre a mulher que quase me fez perder a paciência.
Só de lembrar, já me estresso.

Foram três pernas, mas parecia que eu tinha trabalhado seis. A maioria dos passageiros para Palm Springs é um bando de aposentados, trazem seus gatos ou cachorros a bordo, precisam de auxílio de cadeira de rodas, mas é a velharada feliz, com grana e que gosta de uma bebida.
E sem esquecer dos velhinhos assanhados que ainda temos que aturar.
Palm Springs parece legal. O clima é gostoso e é tudo muito calmo.
Apesar de muito, mas muito cansada, saí para dar uma caminhada no final da tarde e achar uma trilha que sai nas montanhas. Não achei. Cheguei lá totalmente sem noção, sem mapa... ouvi falar do Tahquitz Canyon e de um bondinho mas vai ficar para uma próxima. Só perambulei pelo centro e terminei jantando num restaurante mexicano.
O meu quarto, que era uma suíte executiva, era uma volta aos anos 80. Tinha até um bidê no banheiro!
No dia seguinte, voltamos para Seattle, com uma paradinha em San Francisco antes. De SFO para Seattle, novamente problemas com muita bagagem de bordo. Vou fazer um post à parte sobre a mulher que quase me fez perder a paciência.
Só de lembrar, já me estresso.
terça-feira, 11 de março de 2008
Space Shuttle Endeavor
Esta madrugada foi lançada a Space Shuttle Endeavor, do Kennedy Space Center, na Flórida.
Lindo não? Quem sabe um dia dá para assistir a um lançamento ali pertinho.
... e quem sabe um dia sobra uma grana para fazer um vôo 'gravidade zero'
Lindo não? Quem sabe um dia dá para assistir a um lançamento ali pertinho.
... e quem sabe um dia sobra uma grana para fazer um vôo 'gravidade zero'
Madrugando
4h da manhã agora...
Me ligaram 2:40h para avisar que fui acionada para um vôo com pernoite em Palm Springs, CA.
A apresentação é 5:40h e hoje o dia será: Seattle-San Diego-Portand-Palm Springs. O pernoite é de apenas 14h. Nem sei o que tem para fazer por lá... acho que vou aproveitar para descansar.
Amanhã: Palm Springs-San Francisco-Seattle. Isso se não estenderem o meu dia já que ainda estarei de reserva na sexta-feira.
Me ligaram 2:40h para avisar que fui acionada para um vôo com pernoite em Palm Springs, CA.
A apresentação é 5:40h e hoje o dia será: Seattle-San Diego-Portand-Palm Springs. O pernoite é de apenas 14h. Nem sei o que tem para fazer por lá... acho que vou aproveitar para descansar.
Amanhã: Palm Springs-San Francisco-Seattle. Isso se não estenderem o meu dia já que ainda estarei de reserva na sexta-feira.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Airport Appreciation
Voltei do meu standby no aeroporto desta tarde, ou como o pessoal gosta de dizer: airport appreciation :-)
Hoje é um dia de ER mas ontem à noite já vi que teria esse standby das 11h até 15h hoje.
Fiquei lá fazendo hora, revendo e colocando fofocas em dia com colegas da minha turma, almocei, testei uns perfumes novos do duty free, finalmente terminei de folhear as trocentas revistas que sobram no avião e eu levo pra casa, vi uma receita de panacotta no Food Channel e fiquei louca de vontade de comer.
Às 15h piquei a mula, e a partir daquela hora, temos 2h nas quais não precisamos atender o celular. Depois disso, estamos de volta na nossa reserva ER mas dificilmente eles chamam o pessoal para um vôo no mesmo dia depois de não ser acionado durante o stanby de aeroporto.
E agora estou aqui, em casa, curtindo a 'folga' e está um tempo chuvoso que dá aquela preguiça.
Hoje é um dia de ER mas ontem à noite já vi que teria esse standby das 11h até 15h hoje.
Fiquei lá fazendo hora, revendo e colocando fofocas em dia com colegas da minha turma, almocei, testei uns perfumes novos do duty free, finalmente terminei de folhear as trocentas revistas que sobram no avião e eu levo pra casa, vi uma receita de panacotta no Food Channel e fiquei louca de vontade de comer.
Às 15h piquei a mula, e a partir daquela hora, temos 2h nas quais não precisamos atender o celular. Depois disso, estamos de volta na nossa reserva ER mas dificilmente eles chamam o pessoal para um vôo no mesmo dia depois de não ser acionado durante o stanby de aeroporto.
E agora estou aqui, em casa, curtindo a 'folga' e está um tempo chuvoso que dá aquela preguiça.
sábado, 8 de março de 2008
Orlando, FL
O vôo para Orlando foi bacana. A tripulação era boa e o pernoite, que é de 25 horas, eu consegui aproveitar bem, descansando e passeando um pouco.
Ontem dormi até o meio-dia, tarde, seu sei, mas tem que levar em consideração o fuso horário de 3 horas, então no horário de Seattle, acordei às 9h.
Eu estava mesmo querendo ir para o Magic Kingdom, na Disneyworld, mas como acordei tarde e a apresentação para o vôo já era às 16:52h, não valeria a pena.
Só dei um pulo até Downtown Disney, que é basicamente um calçadão com lojas, restaurantes e lá também está a tenda do show do Cirque du Soleil, La Nouba. Este foi o primeiro show do Cirque que eu assisti, foi em 2001, e adorei.
Mas deu uma vontade de ficar por lá mais alguns dias e visitar todos os parques novamente...
quinta-feira, 6 de março de 2008
Finalmente um pernoite...
Estou em Orlando. Finalmente tenho um pernoite, ja estava cansada de bate-voltas.
Hoje de manha, antes do voo, falei com uma supervisora e ela me tranquilizou sobre o 'no show' que todos quatro comissarios receberam, nao somente eu.
Chequei meus e-mails agora e tinha um da supervisora onde ela relata que falou com a agente que recebeu o nosso voo ontem. A agente finalmente assumiu que esqueceu de nos avisar para fazer o embarque de um outro voo.
E assim, nossos 'no shows' foram removidos.
Hoje de manha, antes do voo, falei com uma supervisora e ela me tranquilizou sobre o 'no show' que todos quatro comissarios receberam, nao somente eu.
Chequei meus e-mails agora e tinha um da supervisora onde ela relata que falou com a agente que recebeu o nosso voo ontem. A agente finalmente assumiu que esqueceu de nos avisar para fazer o embarque de um outro voo.
E assim, nossos 'no shows' foram removidos.
quarta-feira, 5 de março de 2008
"No Show"?
Dá para acreditar nisso? Eu dei um 'no show'? (falta, não apareceu).
A manhã começou com um bate-volta San Diego. Tudo tranqüilo, tudo lotado, ida e volta.
Na ida, dois FAMs (Federal Air Marshals) a bordo. Sempre em pares, mas fazem de conta que não se conhecem. Um embarca logo no início e o outro é um dos últimos a entrar no avião.
Pousamos em Seattle, os pilotos saíram, a outra tripulação entrou, a gente saiu, fui checar meu e-mail da empresa (obrigatório) para ver se tinha alguma mensagem da escala. Se não tiver nada, estou liberada.
Já aconteceu de eu achar que o dia de trabalho acabou mas daí vem os pilotos avisando que receberam uma mensagem (acars) avisando para ligar para a escala assim que desembarcarmos.
Bem, não tinha nada... e fui pro ônibus, estacionamento, carro, casa. Tirei o celular da bolsa para carregar e tinha uma mensagem da escala: "Por favor ligue para nós pois o seu período de trabalho ainda não acabou. Enviamos um 'acars' para a aeronave de vocês e estamos aguardando retorno."
Pensei comigo: "Agora ferrou!" Liguei para eles e disseram que aquela altura já é considerado 'no show' e amanhã tenho que entrar em contato com uma supervisora.
Ninguém me avisou nada durante o vôo.
Falei com minha reserve buddy e ela disse que provavelmente os pilotos deram uma bola fora. E eu estava trabalhando de A, lá na frente, o tempo todo. Em nenhum momento eles comentaram sobre ligar para a escala.
Vamos ver o que acontece amanhã. Espero não ter dado nenhuma mancada. Vai saber?
Estou tranqüila... quero acreditar que estou tranqüila.
A manhã começou com um bate-volta San Diego. Tudo tranqüilo, tudo lotado, ida e volta.
Na ida, dois FAMs (Federal Air Marshals) a bordo. Sempre em pares, mas fazem de conta que não se conhecem. Um embarca logo no início e o outro é um dos últimos a entrar no avião.
Pousamos em Seattle, os pilotos saíram, a outra tripulação entrou, a gente saiu, fui checar meu e-mail da empresa (obrigatório) para ver se tinha alguma mensagem da escala. Se não tiver nada, estou liberada.
Já aconteceu de eu achar que o dia de trabalho acabou mas daí vem os pilotos avisando que receberam uma mensagem (acars) avisando para ligar para a escala assim que desembarcarmos.
Bem, não tinha nada... e fui pro ônibus, estacionamento, carro, casa. Tirei o celular da bolsa para carregar e tinha uma mensagem da escala: "Por favor ligue para nós pois o seu período de trabalho ainda não acabou. Enviamos um 'acars' para a aeronave de vocês e estamos aguardando retorno."
Pensei comigo: "Agora ferrou!" Liguei para eles e disseram que aquela altura já é considerado 'no show' e amanhã tenho que entrar em contato com uma supervisora.
Ninguém me avisou nada durante o vôo.
Falei com minha reserve buddy e ela disse que provavelmente os pilotos deram uma bola fora. E eu estava trabalhando de A, lá na frente, o tempo todo. Em nenhum momento eles comentaram sobre ligar para a escala.
Vamos ver o que acontece amanhã. Espero não ter dado nenhuma mancada. Vai saber?
Estou tranqüila... quero acreditar que estou tranqüila.
terça-feira, 4 de março de 2008
ER, ER, AM, AM, AM
Será que avisei todo mundo da mudança de endereço do blog?
Bem, ontem e hoje tenho ER Reserve, e a partir de amanhã, tenho 3 dias de AM Reserve.
Ainda não me chamaram e pela lista de reservas, acho que está tranqüilo até ao meio-dia. Vou arriscar uma rápida ida até o supermercado.
Bem, ontem e hoje tenho ER Reserve, e a partir de amanhã, tenho 3 dias de AM Reserve.
Ainda não me chamaram e pela lista de reservas, acho que está tranqüilo até ao meio-dia. Vou arriscar uma rápida ida até o supermercado.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Ah loco!
Um Airbus 320 que chegava de Munique quase sofreu um acidente ao tentar pousar no aeroporto de Hamburgo no último sábado.
A aeronave transportava 131 passageiros e enfrentou dificuldades para pousar sob os fortes ventos no norte da Alemanha.
O avião tocou a pista molhada e perdeu a direção, a asa esquerda chegou a bater no asfalto, antes de o piloto conseguir arremeter e voltar a voar.
A aeronave pousou em segurança 15 minutos mais tarde. Os passageiros foram levados para o atendimento psicológico oferecido pela companhia aérea Lufthansa. Não houve feridos.
Fonte: BBC Brasil
A aeronave transportava 131 passageiros e enfrentou dificuldades para pousar sob os fortes ventos no norte da Alemanha.
O avião tocou a pista molhada e perdeu a direção, a asa esquerda chegou a bater no asfalto, antes de o piloto conseguir arremeter e voltar a voar.
A aeronave pousou em segurança 15 minutos mais tarde. Os passageiros foram levados para o atendimento psicológico oferecido pela companhia aérea Lufthansa. Não houve feridos.
Fonte: BBC Brasil
sábado, 1 de março de 2008
Snowboard
Uns dias atrás, reclamei que minha escala para março saiu novamente com os dias de trabalho de sexta até segunda-feira.
Depois de três dias de trocas e reposicionamentos, o único final de semana que terei que trabalhar, é o final de semana da Páscoa! Estou feliz da vida.

Com os próximos sábados liberados, podemos continuar com as aulas de snowboard aos finais de semana. Hoje foi o segundo dia de aula, e mais uma vez, adorei.
Caí, levei cada pacote, estou dolorida nos joelhos, apanho na hora de fazer as curvas mas sou persistente.
Quero mais!
Depois de três dias de trocas e reposicionamentos, o único final de semana que terei que trabalhar, é o final de semana da Páscoa! Estou feliz da vida.

Com os próximos sábados liberados, podemos continuar com as aulas de snowboard aos finais de semana. Hoje foi o segundo dia de aula, e mais uma vez, adorei.
Caí, levei cada pacote, estou dolorida nos joelhos, apanho na hora de fazer as curvas mas sou persistente.
Quero mais!
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