sexta-feira, 14 de março de 2008

A Mulher da Bolsa Pink

A mulher entra com uma mala de bordo - explodindo - e uma bolsa pink gigante, cheia de tralhas. O lugar dela era na primeira fileira da classe econômica, onde não se pode deixar nenhuma bagagem no chão. Ela colocou tudo lá, e num inglês arranhado, disse que não teria problema. Só que sim, tem problema sim, e tudo tem que ser colocado no bin.

Vi que ela estava esperando que EU colocasse a mala para ela no bagageiro. Educadamente falei que a mala era dela, e ela que guardasse. Lá foi ela, arrastando o trombolho e a muito custo levantou a mala. Metade da mala entrou e o resto, sem sucesso, não teria como entrar. O que aconteceu daí, eu não acreditei: ela deixou a mala lá, metade pra fora e queria voltar ao assento dela. PERAÍ!? Ela estava achando o que? Que eu ou outro passageiro daria um jeito? Nananinanão, pode voltar, tirar a mala pois ela será despachada.
Ela voltou, e ficou lá empurando a mala, fazendo ‘força’ e esperando que alguém a ajudasse. A mala nunca iria entrar. Ela tirou a mala e eu disse para esperar de terminar o embarque, haja vista que a fila de passageiros atrás dela já estava imensa, e daí despachar o trombolho.

Passageiros embarcando, de repente, ela volta, atrapalhando o embarque, com a mala dela dizendo que tirou algumas coisas e iria caber agora. Mais uma vez, lá vai ela, desajeitadamente colocando a mala no bin. Um senhor idoso, foi ajudar ela. Os dois tentaram a muito custo e finalmente sucederam.

Mas eu não esqueci da bolsa pink dela. Infelizmente essa também deveria ser guardada no bagageiro. Fui lá ver se ela já tinha guardado e ela estava tentando esconder embaixo das pernas. Novamente, falei que era para guardar e novamente a mulher estende a bolsa, pesada e com coisas caindo dos lados (lembrem que ela colocou o excesso da mala naquela bolsa) esperando que eu desse um jeito.

Àquela altura todos os bins já estavam cheios, e ela que estava na poltrona 6 só achou um lugarzinho lá pelas poltronas 12. Eu já tinha perdido a paciência e felizmente, um cara se ofereceu para guardar a bolsa. Ela deitou a bolsa e nisso a mulher reclama dizendo que a bolsa teria que ficar de pé!

Ah... vá! Vá!

Eu decidi que não vou estragar a minha coluna com bagagem de outras pessoas. Não é nossa obrigação e no treinamento deixaram isso bem claro. Se a pessoa traz uma bagagem a bordo e não consegue guardar no bin, a bagagem não deveria estar a bordo em primeiro lugar.

Como diz aquele ditado: "Mala e cruz, cada um carrega a sua."

Um comentário:

Anônimo disse...

Bota colírio na água.