A escala mudou a nossa viagem e acabamos ficando em Fairbanks.
Deixa eu primeiro contar que um dos comissários desse vôo, e que continuará amanhã conosco, é o Siegfried. Sentiu o nome? Ele é alemão e está nos EUA desde 1983. Eu adorei ele pois é uma daquelas pessoas de bem com a vida, trabalha pra caramba, não fica reclamando, deixa os passageiros felizes. O Siegfried é bem alto e durante o embarque e desembarque, ele ajuda as pessoas com as malas colocando-as ou tirando do bin.
O 'dankeschön' e 'bitteschön' era padrão pra gente, e além disso ele ficava me chamando de 'fräulein'. E quando ele perguntou se nós, comissárias, queríamos alguma comida da primeira classe, que estava sobrando, eu disse que não queria pois já havia comido a minha 'Kartoffel' (batata em alemão). E era verdade, o lanche para comissários era uma batata, inteira, que leva uns 45 minutos para ficar pronta.
Quando estávamos começando o pouso em Fairbanks, os pilotos nos avisaram que era para um dos comissários ligar para a escala assim que desembarcássemos.
A escala original era pegar um vôo de Fairbanks e ir de extra até Anchorage, onde seria o nosso pernoite. A - boa - notícia era para, ficarmos em Fairbanks, e amanhã, ir de extra até Anchorage, e trabalhar somente de lá até Seattle. Gostei da alteração.
Fairbanks não estava tão frio como eu imaginava e confirmei isso quando vi o agente do vôo somente com uma camisa de manga curta, bermuda e tênis. Ele comentou que estava quente em Fairbanks. Tudo bem, o pessoal que mora aqui está acostumado com temperaturas bem extremas.
Mas havia MUITA neve no chão e por todo lugar. Quando estávamos taxiando até o gate, o avião balançava, passando por cima de neve e gelo na pista. O único lugar onde não havia neve, era na pista de pouso, onde os caminhões ficavam limpando a toda hora.
Bem, agora vou começar a me arrumar pois daqui a pouco é a apresentação.
Fiz um café aqui no quarto e ficou horrível, blargh.
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