No último sábado eu estava de folga. Não consegui trocar o domingo, justo o aniversário de casamento. Não sei por que foi impossível de trocar, será que foi o Super Bowl? Bem, em todo caso, eu estava de reserva no domingo e já vi qual vôo eu teria na noite anterior, era um bate-volta Los Angeles. Seria uma coisa rápida, não fossem as 3h de sit time em LA: apresentação 7h da manhã, e voltamos para Seattle às 17h.
Na ida tivemos duas trainees a bordo. Uma delas, foi comissária pela United nos anos 80. Voltou para aviação agora que os filhos estão crescidos. Foi um vôo tranqüilo e não trabalhei muito já que as trainees estavam conosco.
Chegando em Los Angeles, seguimos até a sala de comissários e ficamos lá, coçando e mais tarde escutando a história do porco a bordo. Mais detalhes num próximo post.
O vôo de volta para Seattle era num MD-80 e estava lotado! Um pesadelo, pois nunca tem espaço suficiente nos bins para tanta bagagem que o pessoal traz. Durante o embarque, um senhor com a esposa e filha, educadamente diz que não estão sentados na mesma fileira. Era um em cada canto do avião. Ele perguntou se eu não poderia colocá-los juntos. E isso no meio do embarque, com a fila de passageiros atrás deles, atrasando a nossa saída. Pedi para eles sentarem nos lugares marcados e depois da decolagem eu veria o que poderia fazer por eles. Ele agradeceu e disse que estava com as cinzas do filho dele, na bolsa que ele estava segurando.
Não sei por que ele me falou isso, mas fiquei com muita pena deles e assim que os últimos passageiros estavam tomando seus lugares eu tratei de rearranjar duas pessoas e no final, a família estava na mesma fileira. Me deu uma dó... Eles estavam muito abatidos e o pai não largou daquela bolsa durante o vôo.
Pousamos em Seattle, desembarcamos e seguimos até a garagem, nos elevadores para pegar o ônibus até o estacionamento.
Uma mulher nos intercepta e pergunta, aflita, por qual portão saíriam os passageiros vindos de Dallas. A gente não tinha idéia. Ela estava atrasada, se perdeu vindo até o aeroporto, e o marido estava voltando do Iraque. Pra que né? Eu não conseguiria deixar ela sozinha, e mesmo com o risco de perder o ônibus, voltei pro aeroporto e a levei até o balcão pedindo para um agente auxiliar ela. O cara muito atencioso, passou com ela pela segurança - depois de pegar todas as credenciais com ela - e a levou até o portão.
Pronto, minhas duas boas ações do dia.
Quarta-feira começa tudo de novo :-)
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