sábado, 2 de fevereiro de 2008

Vancouver, Canada

Durante o vôo BOS-SEA, fui avisada para ligar para a escala assim que desembarcasse.
Como eu estaria de reserva no dia seguinte (sexta-feira) imaginei que seria acionada para um vôo/pernoite. É o que chamam de 'tag'.
Dito e feito: ao invés de ir pra casa, continuei num vôo para Vancouver, Canadá. Um vôo curtinho, 30 minutos. Pernoite por lá e no dia seguinte, voltaria de extra para Seattle.

Assim que cheguei na aeronave, começaram o embarque. Vôo lotado. Um pouco atrasado.
Eu estava de 'D' nesse vôo, na frente, com a chefe de equipe. Tudo parecia tranqüilo apesar da 'A' estar um pouco confusa com a papelada de vôo internacional. Como eu já tinha feito alguns vôos para o México, ajudei ela.

Passageiros sentados, bins fechados e o comandante chama a gente: "Vocês sabem que não podemos abastecer com passageiros a bordo, certo? O mesmo vale para 'desabastecer', certo? Pois é, este avião estava pronto para ir para Chicago e temos 20 mil galões de combustível a mais do que o necessário para o vôo até Vancouver. Estão decidindo se vamos seguir com esse peso ou não. Se tivermos que tirar esse combustível, teremos que desembarcar os passageiros. Estou falando isso agora só para vocês saberem que há essa possibilidade."
E adivinhem o que foi decidido? Pimba: passageiros foram solicitados a desembarcar do avião para tirarem o combustível, mas para acelerar o processo, poderiam deixar os pertences a bordo.
Assim que o último passageiro saiu, não deu 3 minutos, e foi autorizado o reembarque. Os olhares, tanto do desembarque como do embarque, de alguns passageiros, não foram nada simpáticos.
Decolamos 30 minutos atrasados, o vôo durou 30 minutos e o táxi levou 15 minutos. Isso mesmo: 15 minutos!
O que era para ser uma coisa rapidinha acabou demorando muito mais do que eu imaginava.

Mas agora, para a melhor parte: o hotel. E nem precisamos pegar van. O hotel fica no aeroporto. Simplesmente saímos do avião, seguimos uns metros e subimos a escada rolante para fazer o check-in. O hotel é show de bola.

No dia seguinte, sexta-feira, o programado era eu voltar deadheading para Seattle às 15h. Como eu não estaria trabalhando mesmo, pude voltar num vôo mais cedo.
E foi isso, minha gente. Um vôo de dois dias, no final, levou três.

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